É um castigo a encarnação e somente os
Espíritos culpados estão sujeitos a
sofrê-la?
A passagem dos Espíritos pela vida corporal
é necessária para que eles possam cumprir,
por meio de uma ação material, os
desígnios
cuja execução Deus lhes confia.
É-lhes necessária, a bem deles, visto que a
atividade que são obrigados a exercer lhes
auxilia o desenvolvimento da inteligência.
Sendo soberanamente justo, Deus tem de
distribuir tudo igualmente por todos os seus
filhos; assim é que estabeleceu o mesmo ponto
de partida, a mesma aptidão, as mesmas
obrigações a cumprir e a liberdade de proceder.
Qualquer privilégio seria uma preferência
uma injustiça. Mas, a encarnação, para
os Espíritos, é um estado transitório.
É uma tarefa que Deus lhes impõem,
quando iniciam a vida, como primeira
experiência do uso que farão do livre
arbítrio.
Os que desempenham com zelo essa tarefa
transpõem rapidamente e menos penosamente
os primeiros graus da iniciação e mais cedo
gozam do fruto de seus labores.
Os que, ao contrário, usam mal da liberdade
que Deus lhes concede retardam a sua marcha
e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem
prolongar indefinidamente a necessidade
da encarnação e é quando se torna um
castigo.
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