Esse triste companheiro, cujo passo te procura,
ralado de desventura que não sabes de onde vem.
Esse pedinte arrasado, por dores desconhecidas, emaranhado em feridas,
sem proteção de ninguém
Esse amigo que lastima a própria ação
rude e cega
no cárcere que o segrega para reforma e pesar.
Esse irmão largado à noite, de olhar magoado e
profundo que roga debalde ao mundo,
o doce calor de um lar.
Essa mendiga que estende, pobre mão encarquilhada, cuja
penúria da estrada, ninguém na terra traduz.
Esse doente cansado, que se lamenta sozinho, abandonado ao caminho,
à míngua de paz e de luz.
Essa mãe de filho ao peito que em lágrimas se
consome, às vezes com febre e fome,
rogando socorro em vão.
Essa criança assustada que chora sem rumo certo,
flor atirada ao deserto, anjo na cruz da aflição.
À frente desses amigos que o sofrimento encarcera,
corações em longa espera, aplica-te ao
“Não Julgueis”.
Eles não pedem censura, mostrando a necessidade, ensinam que
a caridade é a Lei de todas as leis.
Esses irmãos quase mortos, eis que o céu no-los
envia, na estrada do dia a dia, para as lições do
Senhor.
Saibamos ressuscitá-los da morte em sombra, na prova,
doando-lhes vida nova na escola viva do Amor.
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