Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer
as suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de
lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência
é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar
espaço nos distância de quem sempre nos
amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer
o quanto os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos
esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais
amamos.
Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus
pêsames" parece pesar.
Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a
culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou
sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem
à frase mais forte "a culpa foi minha".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece
perder a importância.
E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:
Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras
não importam mais; quando precisamos de alguém,
sentimos sua presença, e as palavras não
têm mais sentido; quando nos sentimos sós e
abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca
estaremos sós.
E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A
nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder
alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o
consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de
tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha
acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e
uma certeza:
Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.
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