Quem não troca de idéias, não troca de
discurso,
só para evitar as próprias
contradições.
Destrói-se....
Quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo
trajeto e as mesmas compras no supermercado.
Destrói-se...
Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma
cor nova.
Destrói-se lentamente quem faz da tv, sua maior e mais
querida companhia.
Destrói-se...
...lentamente quem não tem compaixão com os
animais, as crianças, os idosos, os deficientes e os
eficientes.
Quem desconhece o valor da afetividade, da família, da
amizade, e da saudade.
Destrói-se...
Quem não vira a mesa quando está infeliz, quem
não arrisca o certo pelo incerto atrás de um
sonho.
Destrói-se...
Quem não viaja, não lê, não
ouve música, não assiste filmes nem vai passear
de mãos dadas.
Destrói-se...
Quem destrói seu amor próprio, quem
não se deixa ajudar, quem passa os dias queixando-se da
má sorte ou da chuva incessante.
Destrói-se...
Quem desiste de um projeto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece, e
não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Destrói-se...
Quem prefere o preto no branco e os pingos nos is, à um
turbilhão de emoções
indomáveis... Justamente as que resgatam o brilho nos olhos,
sorrisos e suspiros...
Quem não abre seu coração, com medo
dos tropeços...
Quem esconde seus sentimentos....
Quem tem medo de amar...
Evitemos definhar em suaves prestações, lembrando
sempre, que estar vivo exige um esforço bem maior do que
simplesmente RESPIRAR.
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