Uma borboleta pousou no meio da solidão,
Na cor amarela e preta,
Com suas asas polidas pelo tempo infinito,
Afagou o meu cabelo despenteado pelo cansaço.
Borrifando uma fumaça que de tão espessa,
Rastreou a aspereza de meu coração,
Deixando-a próxima...
Ao pensamento retraído...
Transformando a melancolia,
Em um despertar empírico,
Degustando os rastros da névoa.
Bateu asas pausadamente,
Entorpecida pelas retinas,
Umedecidas de papel crepom.
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