Loren Eisley (em “A Alma do Mundo”, editado por P. Cosineau):
“Através de quantas dimensões deveremos passar, e quantas formas de
viver devemos tentar nesta existência? Quantas estradas o homem tem
obrigação de percorrer, até chegar ao ponto onde decidiu chegar”?
“A viagem é difícil, longa, as vezes impossível, mesmo assim, conheço
poucas pessoas que se deixaram deter por estas dificuldades. Entramos
no mundo sem saber direito o que aconteceu no passado, quais as
conseqüências que isto nos trouxe, e o que pode nos reservar o futuro.
É como se nossos pais estivessem numa caravana - e de repente nascemos,
no meio do percurso.
“Procuraremos viajar o mais longe que pudermos. Mas, olhando a paisagem
a nossa volta, sabemos que não será possível conhecer e aprender tudo”.
“Então, nos resta lembrar tudo sobre a nossa viagem, para que possamos
contar histórias. Aos nossos filhos e netos, vamos relatar as
maravilhas que vimos e os perigos que corremos. Eles também nascerão e
morrerão, contarão suas histórias aos seus descendentes, e a caravana
ainda não terá chegado ao seu destino”.
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